Grandes empregadores, os RHs dos laboratórios farmacêuticos têm características peculiares como a atualização constante da força de vendas. Veja essa e outras singularidades nessa entrevista com Silvia Osso
Por Toni Mello
Em entrevista para o site da Você RH, Silvia Osso, pedagoga e psicóloga educacional e empresarial, fala da sua experiência trabalhando junto à indústria farmacêutica. Ela contabiliza, como consultora, passagem pelos laboratórios Bayer, Neo Química, Stiefel, Schering, Pfizer e Medley.
Na sua percepção, qual o maior desafio do RH da indústria farmacêutica?
O maior desafio é sempre o de encontrar mão-de-obra qualificada e de qualidade. Em todos os níveis, do chão de fábrica até os CEOs, a grande dificuldade atualmente é encontrar profissionais qualificados e comprometidos com o trabalho. Mesmo com alto índice de desemprego, os profissionais com bom nível disponíveis são escassos. Em função disso, muito trabalho é gerado para a área de Desenvolvimento de Pessoas que passa não só a treiná-los em aspectos sobre a empresa, mas também qualificá-los para fazer frente às necessidades básicas.
Em uma comparação com outros segmentos, o que o RH da indústria farmacêutica sai na frente e em que pode melhorar?
A indústria farmacêutica, principalmente as multinacionais, estão num patamar de excelência nas políticas de RH. Por exemplo: os profissionais que nela estão inseridos têm a oportunidade de se requalificar e se aprimorar permanentemente, sendo por meio de cursos internos e externos, até especializações e MBAs patrocinados. O desafio da melhoria diz respeito ao Clima Organizacional que pode ainda propiciar novas óticas sobre o trabalho, qualidade de vida, sustentabilidade e ações sociais.
A inovação dentro da indústria farmacêutica é constante, novos lançamentos, novas drogas… Como ela lida para atualizar a força de vendas e os demais colaboradores?
A força de vendas é permanentemente treinada e estimulada na indústria farmacêutica. Todos os novos conceitos, estudos e orientações disponíveis no mercado mundial são objeto de atualização constante e são disponibilizadas à força de vendas por meio de contatos presenciais com as chefias, gerentes de produto, produção e outros; através da intranet; das reuniões de ciclo; seminários, workshops e convenções tanto de vendas como de lançamento de novos fármacos. Muito é investido em treinamento e desenvolvimento de pessoas.
A indústria farmacêutica é uma grande empregadora. Como ela estão lidando com a equação crise x demissões?
A crise mundial afeta duramente os outros países do mundo e afetará o Brasil em médio prazo também, talvez em menor escala. Sempre há nas empresas a preocupação de equalizar receitas e despesas. Não havendo demanda, não há receita. Não havendo receita a mão-de-obra é qualificada, em primeira instância, para ocupar outros postos e quando isso não é possível as demissões acontecem mesmo.
Fonte: Você RH
Este caso para fim de estudo demonstra como um jovem empresário foi conseguindo subir de cargo com o auxílio dos seus bons resultados no trabalho.O que foi desafiador para ele: gerenciar as empresas de outros dois estados, para isso viajou para ter noção de como iria se comportar.
Encontrou vários problemas relacionados às regiões e teve que idealizar estratégias éticas para resolver na nova equipe a se trabalhar e na sua vida.
Referência bibliográfica: PENELAS, J.L.V; Dilema ético na demissão de um vendedor; Central de cases ESPM-RS
Atualmente maior parte dos colaborados de uma farmácia não possuem idéia ou pelo menos uma opinião formada sobre o que é e qual é a importância da Gestão de Pessoas. Sabe-se que na Gestão de Pessoas temos as atividades agrupadas em subsistemas e políticas. Neste estudo percebeu-se que os colaboradores que estão a mais tempo na empresa, tem maior idade e menor escolaridade, consideram as políticas de gestão de pessoas importantes para o seu desemprenho na organização, diferente dos que estão a menos tempo na empresa, tem menor idade e maior escolaridade, os quais não consideram as políticas de suma importância. Uma empresa que queira demonstrar a real importância de seus colaboradores precisa oferecer políticas de gestão de pessoas que venham atender as necessidades dos mesmos, por consequência, as organizações também.
Referência: S.P., José; P.P., Rafael; C.R., Marcia; C.E, Maria. IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE PESSOAS NA PERCEPÇÃO DOS COLABORADORES: CASO DE UMA FARMÁCIA DE MARAU – RS. Universidade de Caxias do Sul.
O texto nos mostra que uma empresa está obrigada a cumprir com a legislação trabalhista, ela deve registrar seus funcionários e recolher encargos sociais ao governo, independente de seu porte. Foi mostrado também de uma forma simples, como elaborar a folha de pagamento, pagamento de salários, recolhimento dos encargos sociais, cálculo de encargos sociais, provisão de férias e 13º salário.
Referência: Contabilidade Comercial, Aula nº 9 – Operações com Pessoal
Jiames, Luis Arthur, Lawrence
A Administração de Recursos Humanos trata com e de pessoas; nesse campo, nada é fácil e, decididamente, pouco é objetivo.
O objeto da Administração de Recursos Humanos são as pessoas e suas relações dentro da organização. No entanto, certamente não é esse o seu objetivo.
De certo modo poderia ser descrita como: Administração de Recursos Humanos, serve para manter a organização produtiva, eficiente, eficaz, a partir da mobilização adequada das pessoas que ali trabalham.
Gestão de Recursos Humanos na saúde.
Por meio de projetos que visam aperfeiçoar a atuação dos gestores municipais e de serviços de saúde para a melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de noções básicas de gestão da saúde, algumas empresas criaram manuais, com o objetivo de aumentar a eficácia da ação destes gestores quanto às melhores maneiras de aproveitar ao máximo todos os recursos que estiverem efetivamente ao seu alcance, por mais limitados que possam parecer. Através destes manuais, os gestores da saúde encontrarão fundamentos sobre planejamento em saúde, qualidade na gestão local de saúde pública, vigilância sanitária, gestão financeira, gerenciamento de equipamentos hospitalares, gestão de medicamentos e materiais, entre outros.